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Dia 9 de dezembro: Dia Nacional dos Alcoólicos Anónimos

  • nupsi4
  • 9 de dez. de 2021
  • 4 min de leitura

A Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1951, define alcoolismo como: “Os alcoólicos são consumidores excessivos cuja dependência de álcool é tal que apresentam quer uma perturbação mental identificável, quer perturbações que afetam a saúde física ou mental, as relações com os outros e o bom comportamento social e económico.


É importante perceber o papel do psicólogo na pessoa com dependência alcoólica. Assim, apresenta-se algumas das estratégias:

· Estratégias de coping;

· Estratégias mais adaptativas nos domínios comportamental, emocional e cognitivo;

· Assegurar que a intervenção corresponde às necessidades do indivíduo de uma forma compreensiva;

· Respeitar a autonomia do indivíduo relativamente às suas escolhas;

· Prevenir a discriminação e estigmatização na sensibilização à sociedade e na atuação dos diversos profissionais;

· Aumentar a motivação do indivíduo para a mudança do comportamento;

· Prevenir recaídas;

· Psicoeducação;

· Intervenções breves;

· Técnicas de reforço;

· Intervenção familiar;

· Planificação de metas e organização de tempo livre;

· Estratégias de regulação emocional;

· Treino de competências comunicacionais;

· Treino de competências de resolução de problemas;

· Treino de competências socioemocionais;

· Role playing;

· Grupos de prevenção de recaídas.

Testemunho de uma pessoa com dependência alcoólica



Testemunho de uma pessoa com dependência alcoólica


1.Há quanto tempo está sóbri@?

Seis semanas exatas. Mais ou menos um mês e meio sem ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica.


2.Quando é que percebeste que precisavas de ajuda? O que te levou a dar esse passo?

Quando já não conseguia sozinho…Deixei de ter controle sobre mim e sobre tudo à minha volta… a adição começou a prejudicar todos os campos da minha vida, sobretudo a vida familiar e profissional. Estive em risco de perder as duas coisas mais importantes para mim, a família e a carreira. Quando senti que tinha “a corda no pescoço” o medo foi tanto que me vi quase obrigado a pedir ajuda…


3.O que te motiva nos momentos difíceis a continuar com o tratamento?

O medo de perder a minha família e carreira motiva-me a continuar todos os dias. A minha saúde também foi posta em causa com esta adição e por isso quero recuperar e tornar-me saudável para aproveitar os momentos e ser feliz com os meus e com aquilo que construí e conquistei a minha vida toda!


4.Como é que o psicólogo te ajuda nestes momentos?

O psicólogo é como se fosse um GPS para mim, dá-me as indicações necessárias para chegar ao caminho que quero alcançar. Apoia-me e dá-me a mão sem julgamentos. Por vezes é duro, mas é necessário!

É um suporte, sem ele não era possível percorrer este caminho!


5.Qual foi a importância que o psicólogo na primeira fase da recuperação?

Sem ele não teria sido possível! Foi ele que me chamou à razão, falou comigo e alertou-me para o facto de toda a minha vida estar em causa.


6.Que ferramentas é que ele te deu que te estão a ajudar na recuperação?

O meu problema era muito mais que o alcoolismo, o álcool era a fuga... o psicólogo começou pelas pequenas coisas mal resolvidas e ajudou a resolvê-las. Às vezes é um acumular de situações que causam este tipo de adição…

Por vezes, não precisamos que as pessoas nos digam algo, só precisamos que nos escutem! Ele esteve e permanece sempre do meu lado, estar presente e ser suporte foi a principal ferramenta que ele me deu e que me está a ajudar neste processo de recuperação.


7. Porque é que achas que há pessoas que não procuram ajuda?

Trata-se de uma adição muito comum, que cada vez é mais banalizada e normalizada. O álcool inicialmente dá-nos uma sensação de liberdade, mas, após algum tempo, cria uma

dependência. A consciência é de quem bebe, mas a consequência é para todos. É necessário falar sobre esta adição e alertar toda a população para os riscos que

este vício acarreta. As pessoas não procuram ajuda por vergonha pois no nosso país, sobretudo nos meios rurais, há estigmas e tabus ainda sobre todos os tipos de adições e sobretudo julgamento para com quem pede ajuda!


8.O que dirias às pessoas que sabem que têm um problema com o álcool, mas não procuram ajuda profissional?

Coragem! Tentem procurar ajuda e não tenham medo, há sempre alguém do outro lado disposto a nós ajudar! Não deve haver vergonha em admitir que temos um problema, só devemos ter vergonha de não o admitirmos e de não querermos pedir a ajuda do próximo.

INTERVENÇÃO EM VILA REAL

I. CRI - Centros de Respostas Integradas

São estruturas locais de cariz operativo e de administração, referenciados a um território definido e dispondo de equipas técnicas especializadas multidisciplinares para as diversas áreas de missão dedicadas ao tratamento, prevenção, reinserção e redução de riscos e minimização de danos das toxicodependências e alcoolismo.

Morada - Centro de Saúde N.º 1_Rua Dr. Manuel Cardona 5000-558 Vila Real Telefone - 259 001 100 Email - cri.vilareal@arsnorte.min-saude.pt

II. RAN - Recuperação de Alcoólicos Narcóticos

Uma instituição privada, fundada em 1995, tendo como principal objetivo o tratamento e consequente recuperação, de indivíduos atingidos pela doença da adição.

Estrada Nacional nº 2 - Casa 4 Gravelos - Adoufe 5000-027 Vila Real Email - apoio@ran.pt Telefone - 259 338 257 Telemóvel - 917 524 459

III. Cáritas Diocesana de Vila Real

A Comunidade Terapêutica é uma Unidade Especializada de Tratamento Residencial de longa duração, em regime de internamento, destinado a promover a reabilitação biopsicossocial do adito, mediante um programa terapêutico articulado em diferentes fases e hierarquizado onde através de apoio psicoterapêutico e socioterapêutico se procura ajudar à reorganização do mundo interno do adito e a perspetivar o seu futuro.

Quinta da Tapada – Bisalhães 5000-312 Mondrões

Email - caritas.vilareal@caritas.pt tele. - +351 259 100 500 fax. - +351 259 100 000

Ordem dos Psicólogos (2016), GUIA ORIENTADOR DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA NOS PROBLEMAS LIGADOS AO ÁLCOOL.


Santos , A. B. (2017). O papel que desempenha o álcool na gestão da ansiedade e do stress nos indivíduos alcoólicos - um estudo em contexto terapêutico [Master's thesis, Universidade Fernando Pessoa - Faculdade de Ciências da Saúde, Porto].


 
 
 

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